O que já não acho piada mesmo nenhuma é o facto de estes senhores virem para os jornais falarem de coisas sobre as quais não têm conhecimento absolutamente nenhum. E não se calam com o punk. Ai, pois, “eu já fui punk mas agora já sou crescido”. Ou, “quando era miúda tinha a mania que era punk”. E eu pergunto-me, não têm vergonha? Não, já percebemos. Também percebemos que para muitos o punk é uma t-shirt rasgada e um disco dos Sex Pistols a tocar na aparelhagem mais cara do mercado. Perdoemos-lhes, eles não sabem o que dizem.
Desenganem-se aqueles que pensam que não gosto do conceito da festa. Eu até acho piada a festas punks sem punks. Mas não ando por aí a dizer que sou punk ou que já fui e que blá blá blá (ah! Estou à espera do Iggy). Raramente gosto de festas de Carnaval mas esta até é baseada num conceito que estimo. Se calhar até apareço, de dama de honor dos anos 70, para ser original.
Eu sei que é o conceito estético que lá está, que não é preciso ser-se punk para ouvir punk mas uns punks de verdade ficavam lá bem melhor. E o que mais sei é que nenhum deles queria lá estar. Nada feito, portanto.
Originalmente, publicado aqui.