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Eu é que agradeço.

Os E.U.A querem levar a democracia ao médio oriente.

As Nações Unidas querem acabar com a fome em África.

A igreja quer trazer paz ao mundo.

O governo português quer diminuir o desemprego.

Os maridos querem melhorar a vida das esposas.

Os patrões querem melhorar as condições dos trabalhadores.

Os trabalhadores querem aumentar a produção da empresa.

Os jornais querem informar os leitores.

Os portugueses querem a liberdade dos gregos.

O sistema prisional quer acabar com as injustiças.

O apaixonado só quer o bem da sua amada.

Todos têm uma ideia muito nobre para embelezar a causa de si próprios.

“Se deixarmos por algum tempo valer o princípio do desinteresse, teremos de perguntar: não queres interessar-te por nada, entusiasmar-te – por exemplo, pela liberdade, a humanidade, etc.? Claro que sim, mas isso não é interesse egoísta, não significa ser-se interesseiro, mas um interesse humano, isto é, teórico, um interesse não por um indivíduo ou pelos indivíduos (“todos”), mas pela ideia, pelo homem! E não percebes que também te entusiasmas apenas com a tua ideia, a tua ideia de liberdade?” Max Stirner, em O único e a sua propriedade.

A tal.

Em O Banquete, de Platão, Sócrates diz que o “erro surge por se considerar que o amor é aquilo que se ama e não aquilo que ama”.

Não cometer o erro significará, então, dizermos que o amor tem mais a ver com a forma como amamos do que com a pessoa que amamos.

Deve ser por isso que Barthes, nos seus Fragmentos, diz que “é o amor que o sujeito ama, não o objecto”.

Se não é a pessoa que amamos mas o nosso estado de enamoramento, porque razão desejo aquela pessoa e não outra?

Amamos quem queríamos ser, quem nos é útil ou quem nos satisfaz.

Ou, como responderia Stirner:

“O amor do egoísta brota do seu interesse pessoal, corre para o leito do interesse pessoal e desagua de novo no interesse pessoal.” Em O Único e a sua propriedade.